Monolito dourado Bitcoin com 67K rachado emitindo luz vermelha sob pressão de massa macro vermelha e verde, ilustrando queda com dólar forte

Bitcoin cai para US$ 67 mil com dólar em máxima após dados de emprego

Os dados de emprego dos EUA revelaram uma perda inesperada de 92 mil vagas em fevereiro, contra expectativa de ganho de 58 mil, elevando o desemprego para 4,4%. Isso coincide com o Bitcoin caindo para US$ 67.986 (-2,8%) neste sábado, enquanto o dólar registra sua maior alta semanal em um ano (+1,4%). Tensões no Oriente Médio fortalecem o USD, adiando cortes de juros do Fed e pressionando ativos de risco como o BTC.


Dados de Emprego Fracos Alteram Expectativas do Fed

Os números do Bureau of Labor Statistics mostram contração de 92.000 postos, a segunda perda mensal desde 2020, impactada por clima rigoroso na construção e greve no setor de saúde (28.000 vagas). Revisões anteriores eliminaram mais 69.000 empregos de dezembro e janeiro. O desemprego subiu de 4,3% para 4,4%, acima das projeções.

Mercados reagiram com maior probabilidade de cortes de juros: CME FedWatch elevou chances para março de 2% para 4,7%. Plataformas como Kalshi precificam 26% para um corte em março de 2026, 22% para dois cortes. Presidentes regionais do Fed, como Mary Daly e Neel Kashkari, reconhecem fraqueza no emprego, mas alertam para inflação acima de 2% e pedem cautela em um único relatório.

Vendas de Curto Prazo Pressionam Bitcoin

Após pico em US$ 74.000, o Bitcoin enfrentou realização de lucros: investidores de curto prazo enviaram 27.000 BTC (US$ 1,8 bilhão) para exchanges entre quinta e sexta. Segundo o Cointrader Monitor, o BTC cotado a R$ 355.613 (-1,04% em 24h), reflete correção em meio a risco aversão global.

Segundo o AwesomeAPI, o dólar opera a R$ 5,2435, reforçando pressão sobre pares BTC/USD. Níveis técnicos a observar: suporte em US$ 67.000 e resistência em US$ 70.000, com média móvel de 50 dias em US$ 68.500 atuando como pivô.

Dólar Forte e Tensões Geopolíticas no Radar

O índice DXY ganhou 1,4% na semana, maior alta desde novembro de 2024, impulsionado por declarações de Trump sobre Irã e escalada no Oriente Médio. Preços do Brent superam US$ 80/barril, elevando custos de frete e inflação energética. Analistas como Björn Schmidtke (Aurelion) notam que dólar forte atrasa cortes do Fed, impactando negativamente BTC e criptoativos.

Vendas no varejo caíram 0,2% em janeiro, sinalizando desaceleração. Próximos dados: PIB japonês (segunda), IPC Alemanha/EUA (quarta), PCE e JOLTs (sexta). Os dados sugerem volatilidade contínua, com stablecoins e dólar como hedges em portfólios expostos a risco.

Níveis Chave e Estratégias de Proteção

Gráficos indicam possível recuo para suporte de US$ 65.000 se perda de momentum persistir. Volume 24h em exchanges brasileiras totaliza 164 BTC. Investidores monitoram fluxos ETF: saídas recentes de US$ 1,2 bilhão, mas estabilização em longo prazo.

Em cenário macro, proteção via exposição a dólar ou stablecoins ganha tração, dado correlação inversa BTC/USD em fases de aversão. Os números apontam para consolidação antes de novo impulso direcional.


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