Barreira de suporte 74K rachando sob avalanche vermelha de liquidações, simbolizando perda de US$ 290 bi no 10º maior crash cripto

Sangria Cripto: US$ 290 Bi Evaporam no 10º Maior Crash

Um selloff de fim de semana em condições de baixa liquidez apagou US$ 290 bilhões da capitalização total do mercado cripto, marcando o 10º maior crash histórico. O Bitcoin despencou para US$ 74.674, o menor nível desde abril-junho de 2025, enquanto o Ether tocou US$ 2.164. Liquidações superaram US$ 800 milhões em 24 horas, majoritariamente posições compradas alavancadas, em um mercado thin típico de finais de semana que amplificou a cascata de vendas.


Magnitude das Liquidações e Perdas

Os dados mostram que o interesse aberto (OI) agregado em futuros caiu para US$ 108,94 bilhões, o menor desde abril de 2025, após pico de US$ 223 bilhões em outubro. Em 24 horas, mais de US$ 800 milhões em posições alavancadas foram liquidadas, com foco em posições compradas de Bitcoin e Ether. No total desde quinta-feira, as liquidações ultrapassaram US$ 5,42 bilhões, o maior volume desde março de 2020.

Altcoins sofreram mais: DASH perdeu 25% na semana, enquanto OP, SUI e XTZ caíram acima de 20%. Ether sozinho viu US$ 300 milhões em liquidações. Uma exceção foi HYPE, que subiu 40% na semana, impulsionado por volumes em metais preciosos.

Mercado Thin Acelera a Queda

O conceito de mercado thin refere-se à baixa profundidade de ordens em fins de semana, com menor volume e participantes institucionais offline. Isso resulta em movimentos exagerados: uma ordem de venda moderada pode romper suportes rapidamente, desencadeando stops e liquidações automáticas. No caso, BTC quebrou US$ 76.000, abaixo do preço médio de compra da Strategy (US$ 76.037 para 712.647 BTC), gerando perda unrealizada de US$ 900 milhões.

Segundo o análise de liquidações, uma posição única de cerca de US$ 1 bilhão explodiu em minutos, cascateando o pânico. Ouro também caiu 6% para abaixo de US$ 4.600/onça, apagando US$ 2,2 trilhões em valor de mercado.

Indicadores Técnicos em Alerta

Na CME, formou-se um gap superior a 8% entre US$ 77.000 e US$ 84.000 — o 4º maior desde 2017 —, comum em fechamentos de sexta. Gaps tendem a ser preenchidos em dias ou semanas. RSI semanal do BTC atingiu 32,22, sinalizando sobrevenda, mas cruzamento da morte na média móvel de 100 semanas sugere viés de baixa estrutural.

OI em BTC e ETH futuros caiu 1% e 3%, respectivamente. No Deribit, puts em US$ 75.000, US$ 80.000 e US$ 70.000 acumulam interesse, indicando medo de downside. BTC negociou abaixo do custo médio dos ETFs à vista dos EUA após saídas recordes.

Níveis Críticos a Monitorar

Suportes imediatos incluem US$ 74.500 e US$ 69.000 (ATH de 2021). Faixas de US$ 70.000-75.000 e US$ 68.000-70.000 são zonas chave. Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin está cotado a R$ 414.414 (+2,03% em 24h), refletindo recuperação parcial.

Desalavancagem parece saudável, esvaziando especulação excessiva. No entanto, pressões macro — yields japoneses, tensões geopolíticas e saídas de ETFs — podem testar esses níveis. Investidores observam preenchimento do gap CME e inflow de capital para sinais de reversão.


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Executivos cartoon debatendo sobre mesa rachada com '$19B' liquidações, simbolizando polêmica do flash crash na Binance

Crash de US$ 19 Bi: Binance Culpa Macro, Mas Críticas Explodem

A Binance publicou um relatório detalhado sobre o flash crash de 10 de outubro de 2025, que gerou liquidações de US$ 19 bilhões no mercado cripto. A exchange atribui o evento a choques macroeconômicos, como manchetes de guerra comercial e alta nos yields de bonds, negando falha primária em sua plataforma. No entanto, críticas de Cathie Wood (Ark Invest) e Star Xu (OKX) sugerem manipulação ou falhas técnicas, reacendendo tensões sobre a segurança das exchanges.


Relatório da Binance: Macrochoques como Gatilho Principal

A narrativa oficial da Binance enfatiza que 75% das liquidações ocorreram antes de problemas técnicos localizados em sua plataforma, por volta das 21h36 UTC. O evento, apelidado de “10/10 incident”, coincidiu com perdas de US$ 1,5 trilhão em ações globais e retração de liquidez por market makers. Dados da CoinGlass mostram picos de US$ 19,25 bilhões em liquidações, com a Binance registrando cerca de US$ 2,3 bilhões.

Dois incidentes foram admitidos: degradação no subsistema de transferências entre Spot, Earn e Futures (21h18-21h51 UTC), causando exibições de saldo zero; e desvios em índices de preços para USDe, WBETH e BNSOL (21h36-22h15 UTC), levando a chamadas de margem errôneas em mercados com baixa liquidez. A exchange compensou usuários com mais de US$ 328 milhões e lançou o “Together Initiative” de US$ 300 milhões para apoio comunitário, além de melhorias em circuit breakers e monitoramento.

A história mostra que eventos semelhantes, como o crash de maio de 2021 ou o colapso da LUNA em 2022, amplificam riscos em mercados alavancados. A exuberância recente ignorou esses precedentes.

Críticas Ressurgem: Acusações de Falhas e Manipulação

Cathie Wood atribuiu o crash a uma ‘falha de software na Binance’, alegando desalavancagem de US$ 28 bilhões com impactos duradouros. Star Xu, da OKX, criticou exchanges que priorizam lucros curtos via esquemas Ponzi e manipulação de preços, sugerindo danos ao ecossistema. No X, usuários chamam CZ de “golpista”, relatando contas congeladas, stop-loss falhando e timestamps manipulados em liquidações.

Relatos incluem flashes de preços próximos a zero em ENJ e ATOM, e desvios em ativos como BNSOL. Apesar de compensações de US$ 283 milhões iniciais e fundo de US$ 400 milhões, a desconfiança persiste. A congestão na rede Ethereum, com gas fees acima de 100 gwei, agravou spreads e atrasou arbitragem, mas críticos questionam se a Binance beneficiou-se da volatilidade.

O mercado está ignorando lições de crises passadas, como a asiática de 1997, onde alavancagem excessiva levou a contágios sistêmicos.

Riscos Sistêmicos e Lições dos Ciclos Passados

Como economista que viu a baixa de 2018 e 2022, vejo padrões claros: toda alta é seguida de correção quando a alavancagem explode. O crash de outubro expôs vulnerabilidades em derivativos cripto, com open interest acima de US$ 100 bilhões em BTC. Market makers retirando liquidez criou vácuos, similar ao dot-com em 2000.

Cuidado com narrativas que culpam só o macro: falhas técnicas, mesmo localizadas, podem catalisar cascades em ecossistemas interconectados. A correlação com mercados tradicionais cresce, com yields globais e liquidez do Fed influenciando ativos de risco. Proteção de capital exige diversificação além de alavancagem.

O Que Isso Significa para Investidores

Monitore liquidez em order books, desvios em índices e congestionamentos on-chain. Tensões entre exchanges como Binance e OKX destacam necessidade de plataformas resilientes. Em um ciclo onde exuberância ignora riscos, equilibrar visões contrarian é essencial. Sobreviver à próxima baixa vale mais que ganhos efêmeros no alta.


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