Filtro hexagonal cyan com rachadura vermelha vazando pixels de imagem caótica, expondo falha do BIP 110 no Bitcoin Knots

BIP 110 Falha: Spam de Imagem Expõe Limite do Bitcoin Knots

Um desenvolvedor eslovaco demonstrou uma falha crítica no BIP 110, proposta implementada no Bitcoin Knots para combater o ‘spam’ na rede Bitcoin. Martin Habovštiak inseriu uma imagem de 66 KB em formato TIFF diretamente na blockchain, burlando as restrições sem usar OP_RETURN ou Taproot. Essa brecha expõe limitações técnicas nas regras contra dados arbitrários, reacendendo debates sobre escalabilidade e uso do espaço em blocos. O incidente ocorreu em 1º de março de 2026, destacando vulnerabilidades em soft forks propostos.


O Que é o BIP 110?

O BIP 110, anteriormente conhecido como BIP-444 e promovido por Luke Dashjr no cliente Bitcoin Knots, propõe um soft fork temporário de um ano para limitar o ‘spam’ na rede Bitcoin. Especificamente, ele restringe saídas OP_RETURN a 83 bytes e mensagens individuais a 256 bytes. O objetivo é desincentivar o armazenamento de dados não-transacionais, como imagens ou inscrições de Ordinals, que alguns veem como uso indevido do espaço limitado de blocos.

Em termos técnicos, OP_RETURN permite anexar dados arbitrários a transações, mas seu abuso eleva custos para todos os usuários. O Bitcoin Knots, uma implementação alternativa do Bitcoin Core, ativa essas regras para filtrar transações ‘ilegais ou danosas’. No entanto, como mostrado por Habovštiak, as limitações não cobrem todos os vetores de injeção de dados.

Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin está cotado a R$ 337.401,63 neste momento, com variação de -1,33% em 24h, em um mercado volátil que amplifica discussões sobre eficiência da rede.

Como Habovštiak Burlou as Restrições?

Habovštiak criou uma transação que evita os alvos do BIP 110: sem OP_RETURN, Taproot ou OP_IF. Usando SegWit v0, ele incrustou dados contíguos — bytes sequenciais da imagem sem fragmentação ou intercalação com metadados. A transação, visível em mempool.space, contém uma imagem satírica de Luke Dashjr ‘chorando’, decodificável de seu hexadecimal.

Ele até gerou uma versão compatível com Knots, mas mais pesada, sugerindo que as regras podem paradoxalmente aumentar o overhead de dados. ‘Há algo que odeio mais que spam: mentiras’, disse Habovštiak, combatendo alegações de que dados contíguos seriam impossíveis sob o BIP.

Dashjr minimizou, questionando a contiguidade, mas a prova de conceito valida a brecha: dados arbitrários persistem via caminhos alternativos no protocolo.

Implicações Técnicas para a Rede Bitcoin

Essa falha ressalta desafios em protocolos distribuídos como o Bitcoin. Limitar OP_RETURN não basta; atacantes adaptam-se, migrando para campos como witness data em SegWit. Isso pode elevar taxas médias, impactando usuários comuns em momentos de congestionamento.

Do ponto de vista de um sistema distribuído, o espaço de blocos (atualmente ~1 MB por bloco, com aumentos via soft forks passados) é finito. Propostas como essa testam o equilíbrio entre liberdade transacional — qualquer dado pagando fees — e visão ‘cash digital’ de Satoshi. Métricas on-chain mostram aumento em inscrições pós-Ordinals, mas taxas de transação remuneram mineradores.

Para nós, engenheiros, isso reforça: regras devem ser exaustivas, prevendo evoluções como Taproot e futuras upgrades.

Perspectivas de Ativação e Debate

Mercados de previsão dão só 3% de chance de ativação do BIP 110, mas analistas como ‘StackItDeep’ preveem automação no bloco 965.664 sem ‘estado falido’. O embate reflete divisões: puristas vs. defensores de uso flexível do bloco.

Monitorar repositórios GitHub de Knots e discussões em bitcoin-dev é essencial. Enquanto isso, a rede prossegue resiliente, processando bloco 938.912 em 1º de março de 2026.


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Legisladores cartoon bipartidários erguendo escudo protetor sobre desenvolvedores blockchain codificando, simbolizando nova lei de proteção nos EUA

Nova Lei Bipartidária Protege Devs de Cripto nos EUA

Imagine programar uma ferramenta útil para criptomoedas e, de repente, enfrentar prisão por isso. Pois é, isso quase aconteceu com desenvolvedores nos EUA. Um novo projeto de lei bipartidário, chamado Promoting Innovation in Blockchain Development Act, quer mudar isso. Apresentado por representantes Scott Fitzgerald, Ben Cline e Zoe Lofgren, ele protege quem cria código aberto sem controlar fundos de usuários. Em outras palavras: programar não é crime.


O Que Diz a Lei Atual e o Novo Projeto?

Pense assim: nos EUA, existe a Seção 1960 do código criminal federal, que pune quem opera negócios de transmissão de dinheiro sem licença. Isso inclui cripto, mas o problema é que autoridades usaram essa lei contra desenvolvedores não custodiais — aqueles que só escrevem o código, sem tocar no dinheiro alheio. É como culpar o ferreiro por um ladrão usar o martelo dele para arrombar uma porta.

O novo projeto esclarece: a lei vale só para quem controla ou segura os ativos digitais dos outros. Desenvolvedores que mantêm redes ou criam plataformas ficam protegidos. Isso significa clareza legal para quem inova em blockchain, que é a tecnologia por trás das criptomoedas, como Bitcoin e Ethereum.

Segundo fontes, o texto foi inspirado em consensos judiciais e visa alinhar a lei ao que sempre foi pretendido: punir transmissores reais de fundos, não coders.

Por Que Isso Importa? Os Casos que Inspiraram a Mudança

Para entender melhor, vamos a exemplos reais. Lembra do caso Tornado Cash? Roman Storm, um desenvolvedor, foi condenado em agosto de 2025 por criar uma ferramenta de privacidade em cripto — mesmo sem gerenciar fundos. Outro exemplo: os fundadores do Samourai Wallet, Keonne Rodriguez e William Lonergan Hill, pegaram penas de prisão por uma carteira não custodial.

Esses casos assustaram a comunidade. Muitos devs americanos fugiram para outros países por medo de processos injustos. O projeto de lei surge para evitar repetições, dando paz de espírito: foque na inovação, sem pavor da Justiça.

Em resumo, ele separa inovadores de criminosos de verdade, como quem lava dinheiro de forma intencional.

Suporte Bipartidário e Impacto para a Inovação

O legal é que o apoio vem de ambos os lados: republicanos e democratas. Grupos como Blockchain Association e DeFi Education Fund aplaudiram, dizendo que isso mantém os EUA líderes em tecnologia blockchain. No Senado, há uma versão parecida, o Blockchain Regulatory Certainty Act, de Cynthia Lummis e Ron Wyden.

Para nós, brasileiros, isso é encorajador. Mostra que regulação pode ser amiga da inovação. Pense no dia a dia: se devs se sentem seguros, criam ferramentas melhores para todos — de carteiras seguras a apps de DeFi, que é finanças descentralizadas.

Rep. Cline disse: ‘Restaura clareza, protegendo devs sem atrapalhar a lei contra bandidos reais’. Perfeito para quem está começando: agora, o foco é construir o futuro.

O Que Isso Significa Para Você?

Se você é iniciante em cripto, saiba: leis assim protegem o ecossistema todo. Menos medo para devs significa mais ferramentas acessíveis e seguras para nós. Monitore o progresso dessa lei — pode inspirar mudanças aqui no Brasil. Saia confiante: a inovação em cripto ganha escudos legais. Parabéns por se informar!


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Legislador cartoon entregando escudo protetor a desenvolvedor de blockchain, com prisão se dissolvendo, simbolizando lei EUA contra prisões de devs

EUA Propõem Lei para Proteger Devs de Blockchain de Prisões

Um grupo bipartidário de legisladores na Câmara dos Representantes dos EUA apresentou o Promoting Innovation in Blockchain Development Act, projeto de lei que busca proteger desenvolvedores de blockchain de processos criminais por simplesmente escreverem código. Os representantes Scott Fitzgerald, Ben Cline e Zoe Lofgren argumentam que a lei esclarece que a Seção 1960 da lei federal, sobre transmissão ilegal de dinheiro, aplica-se apenas a quem controla ativos digitais alheios. A iniciativa surge em resposta a casos como o de Roman Storm e os criadores da Samourai Wallet, reacendendo debates sobre inovação versus regulação nos EUA.


Detalhes do Projeto de Lei Bipartidário

O anúncio do projeto de lei, feito em 27 de fevereiro de 2026, representa um esforço para delimitar responsabilidades legais no ecossistema cripto. A proposta altera a interpretação da lei federal de 1960, excluindo desenvolvedores que não custodiam ou controlam fundos de usuários. Isso cria uma zona de segurança para quem desenvolve protocolos descentralizados, como blockchains e aplicações DeFi, sem atuar como intermediários financeiros.

Segundo as justificativas dos autores, a ambiguidade atual inibe a inovação nos EUA, forçando talentos a migrarem para jurisdições mais permissivas. O texto enfatiza que o foco regulatório deve recair sobre operadores que gerenciam ativos, não sobre criadores de software neutro. Essa distinção é crucial em um contexto global onde os EUA buscam manter liderança em tecnologia blockchain.

Casos que Inspiraram a Proposta: Storm e Samourai

O desenvolvedor Roman Storm, ligado ao Tornado Cash, foi condenado em agosto de 2025 por operar um transmissor de dinheiro não licenciado, apesar de não controlar fundos diretamente. Da mesma forma, os fundadores da Samourai Wallet, Keonne Rodriguez e William Lonergan Hill, declararam-se culpados em julho de 2025 e receberam sentenças de cinco e quatro anos de prisão, respectivamente, por acusações similares.

Esses precedentes ilustram o risco para devs: escrever código open-source pode ser equiparado a facilitação de lavagem de dinheiro se usado por terceiros para fins ilícitos. A proposta legislativa visa impedir que ‘estender código’ resulte em prisão, oferecendo clareza jurídica e esperança para um ecossistema mais atrativo para programadores americanos e internacionais.

Suporte da Indústria e Paralelos no Senado

Organizações como a Blockchain Association classificaram a iniciativa como um passo crítico para fomentar desenvolvimento local, enquanto o DeFi Education Fund (DEF) destacou sua capacidade de barrar processos como os citados. No Senado, uma medida similar, o Blockchain Regulatory Certainty Act, proposto por Cynthia Lummis e Ron Wyden em janeiro, busca proteções análogas para quem mantém redes blockchain.

Esses esforços coincidem com discussões sobre o CLARITY Act, aprovado no Comitê de Agricultura do Senado em janeiro de 2026, que aborda estrutura de mercado de ativos digitais. Embora enfrente resistências no Comitê Bancário, o momentum bipartidário sugere que proteções para devs podem integrar uma reforma regulatória mais ampla.

Implicações Globais para o Ecossistema Cripto

Para investidores brasileiros e globais, essa evolução nos EUA sinaliza uma tendência: regulação adaptada à tecnologia descentralizada. Países como os EUA, que lideram em inovação financeira, influenciam jurisdições como União Europeia e Brasil, onde debates sobre MiCA e sandbox regulatório avançam. Um ambiente mais seguro para devs pode acelerar adoção de protocolos robustos, beneficiando a estabilidade e o crescimento do mercado cripto mundial.

Monitorar o progresso dessas leis é essencial, pois decisões em Washington reverberam em portfólios internacionais, equilibrando inovação com conformidade.


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Desenvolvedora cartoon saindo do nüleo Bitcoin Core com chave PGP dissolvendo e blocos mempool luminosos, marcando saída de Gloria Zhao após contribuições

Gloria Zhao Sai do Bitcoin Core Após Revogar PGP

A mantenedora do Bitcoin Core Gloria Zhao revogou sua chave PGP de assinatura e deixou o projeto após seis anos de contribuições significativas, especialmente em políticas de mempool. Anunciado em seu perfil no GitHub em 5 de fevereiro de 2026, o passo encerra sua trajetória como uma das principais engenheiras responsáveis por revisar e aprovar atualizações críticas do software Bitcoin. Sua saída ocorre em meio a debates internos sobre políticas de bloco.


Trajetória de Gloria Zhao no Bitcoin Core

Gloria Zhao ingressou nas contribuições ao Bitcoin Core em 2020 e, em julho de 2022, tornou-se a primeira mulher conhecida como mantenedora oficial, coincidindo com a saída de Pieter Wuille. Sua chave PGP foi adicionada ao arquivo de chaves confiáveis por consenso da comunidade. Financiada pela Brink — organização sem fins lucrativos apoiada pela Human Rights Foundation e Spiral (de Jack Dorsey) —, Zhao atuou como fellow desde janeiro de 2021.

Até agosto de 2025, ela acumulou 837 contribuições no último ano em repositórios relacionados, incluindo revisões de pull requests e participação no Bitcoin Core PR Review Club, onde mentoreou novos desenvolvedores. Sua dedicação full-time ao protocolo open-source a colocou entre os poucos engenheiros pagos publicamente para aprimorar o Bitcoin.

Contribuições em Políticas de Mempool e Relay

O foco principal de Zhao foi o mempool — o “sala de espera” das transações em nós Bitcoin —, políticas de relay de transações e estimação de taxas. Ela projetou e implementou o package relay (BIP 331), que permite propagar pacotes de transações interdependentes, e o TRUC (BIP 431), que restringe topologicamente transações até confirmação, reduzindo vetores de censura.

Outras melhorias incluem upgrades no replace-by-fee (RBF), facilitando bumps de taxa para aceleração de transações, e otimizações no protocolo peer-to-peer (P2P). Essas mudanças tornam o relay mais eficiente, combatendo ineficiências e riscos de censura em uma rede distribuída como o Bitcoin.

Como se Organiza o Desenvolvimento do Bitcoin Core

O Bitcoin Core é mantido por um pequeno grupo de mantenedores, responsáveis por revisar código, aprovar pull requests e assinar releases com chaves PGP para verificar integridade. Diferente de projetos centralizados, o processo é conservador: mudanças exigem consenso amplo via discussões públicas, IRC e GitHub. Qualquer um pode contribuir, mas apenas mantenedores assinam tags de release.

A revogação da chave PGP por Zhao formaliza sua saída, removendo-a da lista de confiáveis. Isso reflete a natureza voluntária e meritocrática: mantenedores saem ou são substituídos por rotação natural, garantindo continuidade sem hierarquia rígida.

Implicações da Saída e Contexto Atual

A partida de Zhao ocorre após disputas sobre limites de OP_RETURN e divergências com Bitcoin Knots, levando-a a deletar sua conta no X em 2025 após ataques pessoais. Reações variam: críticos celebram, mas aliados lamentam o “bullying” que a teria forçado a sair, vendo precedente negativo para atração de talentos.

Apesar disso, o Bitcoin Core segue robusto com outros mantenedores. Sua ausência pode desacelerar avanços em mempool, mas destaca a resiliência: o protocolo evolui por contribuições descentralizadas, não indivíduos. Vale monitorar novos fellows da Brink para preencher lacunas em políticas de transação.


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