Estrutura hexagonal dourada rachada vazando fluido vermelho-dourado com '3.8B' no fluxo, simbolizando saídas recordes de ETFs de Bitcoin

Sangria nos ETFs de Bitcoin: 5 Semanas de Saídas de US$ 3,8 Bi

Os produtos de investimento em ativos digitais registraram saídas líquidas de US$ 288 milhões na semana encerrada em 20 de fevereiro, marcando a quinta semana consecutiva de fluxo negativo, com acumulado de US$ 4 bilhões, segundo relatório da CoinShares. Paralelamente, nos EUA, os ETFs spot de Bitcoin drenaram US$ 3,8 bilhões em cinco semanas, a maior racha negativa em um ano. Os dados revelam cautela institucional em meio à correção de preços do BTC abaixo de US$ 70.000.


Detalhes dos Fluxos Semanais

De acordo com a CoinShares, o volume de trading caiu para US$ 17 bilhões, o menor desde julho de 2025. Na última semana, as saídas atingiram US$ 288 milhões, com Bitcoin respondendo por US$ 215 milhões em saídas. Produtos vendidos em Bitcoin, por outro lado, captaram US$ 5,5 milhões, a maior entrada individual. O acumulado de cinco semanas reforça um padrão de retração, com os dados mostrando uma redução consistente no apetite por exposição direta ao BTC.

Nos EUA, os ETFs spot acumularam US$ 316 milhões em saídas na semana de quatro dias (devido ao feriado). O BlackRock IBIT liderou com US$ 2,13 bilhões em resgates totais no período. Esses números, rastreados pela SoSoValue, indicam que os fluxos líquidos desde janeiro de 2024 somam US$ 54 bilhões em entradas, mas com AUM atual em US$ 85,3 bilhões, queda de quase 50% ante o pico de US$ 170 bilhões em outubro.

Divisão Regional e por Ativo

A regionalização destaca os EUA como epicentro da sangria, com US$ 347 milhões em saídas na semana da CoinShares, contrastando com entradas de US$ 59 milhões na Europa e Canadá. Isso sugere divergências em apetites regionais, possivelmente ligadas a expectativas macroeconômicas distintas.

Além do BTC, ETFs de Ethereum registraram US$ 123 milhões em saídas na semana, totalizando US$ 1,39 bilhão em cinco semanas. Em contrapartida, produtos Solana e XRP viram entradas modestas de US$ 14,3 milhões e US$ 1,8 milhão, respectivamente, apontando para uma rotação setorial em meio à fraqueza geral.

Contexto de Preços e Mercado

As saídas coincidem com a correção do Bitcoin, que caiu quase 50% desde o ATH de US$ 126.000 em outubro, negociando abaixo de US$ 70.000 desde fevereiro. Fatores incluem tensões geopolíticas EUA-Irã e anúncios de aranceles por Trump. Segundo o Cointrader Monitor, o BTC está cotado a R$ 335.666,67 (-4,16% em 24h), equivalendo a cerca de US$ 64.900 no câmbio atual de R$ 5,17.

Desde o lançamento dos ETFs há dois anos, os influxos históricos foram robustos, mas o atual episódio — o mais longo desde fevereiro de 2025 — sinaliza maturidade do mercado, com maior sensibilidade a ciclos macro.

Níveis Técnicos a Observar

Os dados sugerem monitoramento de US$ 65.000 como suporte crítico para o BTC, conforme destacado por analistas da 21Shares. Uma defesa bem-sucedida poderia estabilizar fluxos; rompimento ampliaria a pressão vendedora. Indicadores de volume confirmam baixa liquidez, com potencial para maior volatilidade. Investidores institucionais parecem priorizar preservação de capital em meio a incertezas, mas entradas regionais indicam oportunidades pontuais em altcoins.


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Investidor cartoon americano empurrando rocha vermelha com 33 gravado rolando sobre vale cripto, ilustrando recorde de premium negativo no Coinbase

Coinbase Premium Negativo por 33 Dias: Recorde de Pressão nos EUA

Instituições em debandada? O Coinbase Bitcoin Premium Index registra 33 dias consecutivos de prêmio negativo, o maior período desde maio de 2023, superando até os 30 dias do colapso de novembro de 2021. Com valor atual em -0,0477%, o indicador sugere que o preço do Bitcoin na exchange americana está abaixo da média global, apontando para maior pressão vendedora nos EUA em comparação ao resto do mundo. Isso reflete possível redução no apetite por risco ou saída de fundos por investidores institucionais.


O Que é o Coinbase Premium Index

O Coinbase Premium Index mede a diferença percentual entre o preço do Bitcoin negociado na Coinbase, principal exchange dos EUA, e a média global de preços em outras plataformas. Quando positivo, indica demanda superior nos EUA, com instituições comprando mais agressivamente. Já um prêmio negativo persistente, como os atuais -0,0477%, demonstra o oposto: preços mais baixos na Coinbase sinalizam vendas líquidas maiores por parte de investidores americanos em relação ao mercado internacional.

Os dados mostram que esse indicador é sensível a fluxos de capital. Negativos prolongados historicamente coincidem com fases de aversão ao risco, como ajustes em políticas monetárias ou correções em ativos de alto rendimento. A metodologia, baseada em dados agregados de plataformas como a Coinglass, garante precisão ao comparar cotações em tempo real.

Detalhes do Recorde Histórico

De acordo com as métricas recentes, a série de 33 dias negativos é a mais longa desde maio de 2023, quando o mercado enfrentou turbulências semelhantes. Anteriormente, durante o crash de novembro de 2021, o prêmio ficou negativo por cerca de 30 dias consecutivos. Essa sequência atual excede o recorde anterior, destacando uma persistência incomum na dinâmica de vendas nos EUA.

No contexto técnico, o indicador oscilou entre negativos moderados, sem ultrapassar -0,1% em magnitude extrema, mas a duração é o fator chave. Comparações com séries passadas revelam padrões: em 2023, períodos longos de negativo precederam recuperações quando o prêmio voltou a zero ou positivo, embora sem causalidade direta comprovada pelos dados disponíveis.

Implicações para Fluxos e Mercado

A pressão vendedora implícita se alinha com observações de net outflows em exchanges americanas. Embora dados específicos de outflow não sejam detalhados nas fontes primárias, o prêmio negativo contínuo corrobora narrativas de fundos saindo dos EUA para mercados asiáticos ou europeus, onde o apetite por Bitcoin permanece mais aquecido. Investidores institucionais, sensíveis a regulamentações e yields em treasuries, podem estar realocando para ativos menos voláteis.

Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin cotado a R$ 354.676,27 nesta terça-feira (17/02/2026), com variação de -1,47% nas últimas 24 horas e volume de 186,46 BTC. Essa cotação em reais reflete o impacto global, mas o premium destaca desalinhamento regional.

Níveis a Monitorar Adiante

Os dados sugerem vigilância em torno de -0,05% no prêmio: persistência abaixo disso pode ampliar a percepção de fraqueza americana. Recuperação para território neutro (acima de 0%) indicaria reversão nos fluxos. Traders devem observar volumes na Coinbase versus médias globais, além de indicadores complementares como médias móveis de 50 e 200 dias no BTC/USD, atualmente em torno de US$ 85.000 e US$ 80.000, respectivamente.

A duração desta série — superior a um mês — eleva a relevância para análises de médio prazo, sem implicar direção única. Monitorar atualizações semanais do índice fornece base factual para ajustes de posição.


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