Segundo autoridades americanas, o Bank Policy Institute (BPI), representando 40 grandes bancos como JPMorgan e Goldman Sachs, considera processar o OCC para bloquear licenças bancárias de trust para empresas de cripto como Circle e Ripple. Em 83 dias, 11 aplicações foram recebidas após aprovações iniciais em dezembro de 2025. Esse embate regulatório se conecta ao pedido de retrial no caso Tornado Cash e a um esquema de US$ 107 milhões em crypto para interferir nas eleições da Moldávia, evidenciando cripto como questão de soberania nacional.
Disputa pela Entrada no Sistema Financeiro Americano
O OCC aprovou condicionalmente licenças para Circle, Ripple, BitGo, Paxos e Fidelity Digital Assets em dezembro de 2025, o primeiro lote federal para firmas crypto nativas. Em seguida, Crypto.com obteve aprovação em fevereiro de 2026. Aplicações incluem Morgan Stanley e World Liberty Financial, ligada à família Trump, gerando críticas de senadores como Elizabeth Warren por conflitos de interesse.
Grupos como CSBS, ICBA e ABA opõem-se, alegando que o OCC viola a Administrative Procedure Act ao expandir via Interpretive Letter 1176 e revisões de regras sem processo formal. O foco é se stablecoins e custódia se enquadram em atividades de trust não-crédito. Para bancos tradicionais, isso cria arbitragem regulatória, permitindo competição sem capital e proteções equivalentes.
Caso Tornado Cash: Repressão a Misturadores
Paralelamente, o Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) solicitou novo julgamento para Roman Storm, cofundador do Tornado Cash, após júri inconcluso em acusações de lavagem de dinheiro e violação de sanções. O retrial está proposto para outubro de 2026, enquanto motion para derrubar condenação por transmissão sem licença pende.
Esse desenvolvimento reforça a postura dura de Washington contra ferramentas de privacidade em blockchain, vistas como facilitadoras de crimes financeiros. Autoridades argumentam que tais protocolos desafiam sanções internacionais, elevando cripto a ferramenta de enforcement soberano nos EUA.
Interferência Geopolítica na Moldávia
No Leste Europeu, o Centro Nacional Anticorrupção da Moldávia expôs um esquema de US$ 107 milhões em USDT para manipular eleições parlamentares de 2025. Fundos fluíram via plataformas russas e kirguizes como TokenSpot – suposto front para Garantex sancionado –, convertidos em cash para subornos, protestos e propaganda.
TRM Labs confirmou o fluxo de US$ 43 milhões em 2025. Sanções foram aplicadas a wallets e contas. Esse caso ilustra como stablecoins burlam controles, posicionando cripto no centro de disputas híbridas entre Rússia e Ocidente.
Implicações para Soberania e Investidores Globais
Esses eventos – de Wall Street a Moldávia – sinalizam cripto como arena de poder nacional. Nos EUA, o controle de licenças define quem acessa o sistema financeiro federal, impactando stablecoins e custódia. Globalmente, sanções e processos judiciais moldam o uso de blockchain em conflitos.
Investidores devem monitorar o 1º de abril de 2026, data de novas regras OCC, e potenciais litígios. Decisões em Washington reverberam em jurisdições como UE e Brasil, afetando conformidade e inovação em ativos digitais.
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