Executivo cartoon empilhando barras BTC em cofre forte enquanto gráficos caem ao fundo, simbolizando acúmulo de Bitcoin pela Coinbase apesar de prejuízos

Coinbase Acumula US$ 39 Milhões em Bitcoin Apesar de Prejuízo no Q4

A Coinbase registrou prejuízo líquido de US$ 667 milhões no quarto trimestre de 2025, equivalente a cerca de R$ 3,48 bilhões, apesar de receita de US$ 1,8 bilhão. Os dados mostram que, mesmo com a queda de 20% nas receitas e volumes menores, a exchange aumentou suas tenências de Bitcoin em US$ 39 milhões. Segundo o Cointrader Monitor, o BTC está cotado a R$ 360.240 (+4,95% em 24h).


Desempenho Financeiro do Trimestre

Os números divulgados indicam contração na receita de transações, principal fonte de renda da Coinbase. A receita total de US$ 1,8 bilhão ficou 20% abaixo do ano anterior e aquém das expectativas de analistas. O lucro non-GAAP por ação foi de US$ 0,66, 30% inferior às projeções de Wall Street.

No acumulado de 2025, o volume de negociação atingiu US$ 5,2 trilhões, alta de 156%, com participação de mercado global em 6,4%. Receitas de assinaturas e serviços somaram US$ 2,8 bilhões, crescimento de cinco vezes desde 2021. No Q4, porém, a volatilidade do mercado cripto, com Bitcoin caindo 47% de seu pico de US$ 126 mil, impactou os volumes.

A perda foi impulsionada por US$ 718 milhões em depreciações de ativos cripto e US$ 395 milhões em investimentos estratégicos, resultando em EBITDA ajustado de US$ 566 milhões.

Estratégia de Acumulação de Bitcoin

Os dados revelam que a Coinbase optou por reforçar sua posição em Bitcoin como ativo de tesouraria. As tenências corporativas cresceram em US$ 39 milhões no trimestre, via compras semanais, elevando o valor de mercado de cripto para investimento a US$ 2 bilhões em 31 de dezembro.

Essa abordagem demonstra skin in the game: exposição direta ao BTC, alinhando interesses da gestão com o ecossistema cripto. A empresa custodia 12% dos ativos digitais globais e gerencia 2,85 milhões de BTC para ETFs e clientes institucionais. Recursos totais disponíveis somam US$ 14,1 bilhões, incluindo US$ 11,3 bilhões em caixa.

No ano, 12 produtos geraram mais de US$ 100 milhões cada em receita anualizada, com foco em diversificação via stablecoins como USDC (US$ 1,35 bilhão em receitas).

Reação do Mercado e Ações COIN

As ações COIN caíram 7,9% na quinta-feira, fechando em US$ 146,94 (R$ 766 pelo dólar a R$ 5,22), com perda de 53,72% em seis meses. Analistas reagiram: Monness Crespi rebaixou para ‘venda’, JPMorgan cortou preço-alvo para US$ 290 (‘overweight’), H.C. Wainwright para US$ 350 (‘compra’).

Plataformas como Polymarket indicam 22% de chance de superação de expectativas no Q4. Volumes de trading spot caíram para US$ 56 bilhões (consumidor) e US$ 215 bilhões (institucional). O CEO Brian Armstrong vendeu US$ 101,6 milhões em ações em janeiro.

Implicações para Tesouraria Corporativa

A decisão de acumular Bitcoin em meio a perdas sugere convicção de longo prazo na valorização do ativo, apesar da correção de mercado. Os dados mostram dependência de volumes voláteis, mas diversificação em serviços (crescimento de 156% anual) mitiga riscos.

Níveis a observar para COIN: suporte em US$ 140; para BTC, recuperação acima de US$ 70.000. Para 2026, prioriza expansão do ‘Everything Exchange’, stablecoins e DeFi na Base. Recompras de ações somam US$ 1,7 bilhão, sinalizando liquidez.


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⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.

Balança cartoon com personagem confiante de Kraken em lado alto rumo IPO com 2.2B e Galaxy estressado em prejuízo de 482M, contrastando finanças de exchanges

Kraken Bate US$ 2,2 Bi em Receita rumo ao IPO; Galaxy Prejuízo de US$ 482 Mi

Enquanto a exchange Kraken reportou receita de US$ 2,2 bilhões em 2025, um aumento de 33% em relação ao ano anterior, preparando-se para um IPO, a Galaxy Digital anunciou prejuízo líquido de US$ 482 milhões no Q4, impactada pela queda de 20% no Bitcoin. Os dados destacam a resiliência das plataformas de trading ante riscos direcionais de preço.


Desempenho Recordista da Kraken

Os resultados financeiros da Kraken para 2025 mostram equilíbrio entre receitas de trading (47%) e atividades baseadas em ativos (53%). O EBITDA ajustado cresceu 26% para US$ 530,6 milhões. O volume de transações atingiu US$ 2 trilhões, alta de 34%, com ativos na plataforma em US$ 48,2 bilhões (+11%) e contas financiadas em 5,7 milhões (+50%).

Esses números equivalem a cerca de R$ 11,5 bilhões em receita (dólar a R$ 5,24). A empresa, que levantou US$ 800 milhões a valuation de US$ 20 bilhões, protocolou IPO confidencial na SEC em novembro de 2025. Expansões incluem ações tokenizadas (volume superior a US$ 5 bilhões) e aquisições como NinjaTrader.

Prejuízos da Galaxy Digital em 2025

A Galaxy registrou prejuízo anual de US$ 241 milhões, com o Q4 impulsionado por depreciação de ativos digitais e custos pontuais de US$ 160 milhões. Apesar disso, o lucro bruto ajustado foi de US$ 426 milhões no ano, com US$ 2,6 bilhões em caixa e stablecoins ao fim do período.

A plataforma gerenciou US$ 12 bilhões em ativos e captou US$ 2 bilhões em inflows na gestão de ativos. O CEO Michael Novogratz atribuiu as perdas ao “mercado de baixa” em cripto, com Bitcoin em patamares baixos do range, sugerindo foco e preparação para acumulação.

Contraste: Taxas vs. Exposição Diretional

Os dados revelam uma dinâmica clara no ecossistema cripto: exchanges como Kraken capturam valor via taxas de trading e custódia, independentes da direção de preços, enquanto fundos como Galaxy enfrentam volatilidade em holdings de ativos. No Q4, queda de 20% no BTC impactou diretamente os balanços dos fundos, mas volumes elevados beneficiaram plataformas.

Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin cotado a R$ 398.807 (-3,06% em 24h) reflete persistente pressão vendedora, reforçando a vantagem das exchanges em mercados voláteis.

Implicações para o Setor

Esses relatórios indicam maturação: exchanges diversificam (tokenização, derivativos) e buscam capital público via IPO, enquanto fundos ajustam estratégias para mitigar riscos de preço. Investidores devem monitorar volumes de trading, inflows de AUM e aprovações regulatórias como indicadores de saúde setorial. A estratégia de eficiência composta da Kraken, inspirada em big techs, pode servir de benchmark.


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