Personagens cartoon puxando corrente Bitcoin em opostas direções com rachadura central vermelha, alertando risco de divisão no BIP-110 por Jameson Lopp

BIP-110: Jameson Lopp Alerta para Risco de Divisão no Bitcoin

Jameson Lopp, referência em Bitcoin, alertou que a BIP-110 pode dividir a cadeia do Bitcoin em duas redes competidoras. Proposta de soft fork liderada por Luke Dashjr para restringir dados arbitrários em transações como medida anti-spam, a mudança ativa em agosto de 2026 com apenas 55% de sinalização dos mineradores. Sem suporte de pools como F2Pool, o risco de chain split cresce, paralisando exchanges e wallets. Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin está a R$ 336.683 (+3,15% em 24h).


O Que é a BIP-110?

A BIP-110 introduz sete novas regras de validade para transações Bitcoin, limitando onde e quanto dados arbitrários podem ser inseridos. Visa combater o que proponentes chamam de “spam” — transações com dados não monetários, como inscrições em Ordinals ou imagens. Funciona como soft fork temporário (1 ano), rejeitando blocos não compatíveis após o block 961.632.

Desenvolvida no Bitcoin Knots (fork do Core), altera scripts como OP_RETURN e Taproot, potencialmente quebrando carteiras e contratos pré-existentes. Proponentes argumentam que protege nós de sobrecarga, mas críticos veem como censura seletiva em rede projetada para neutralidade.

Ativação via UASF (User Activated Soft Fork) com limiar baixo de 55%, diferentemente de forks passados como SegWit (95%). Isso força adesão rápida, mas eleva chances de falha coordenada.

Por Que Lopp Vê Alto Risco de Chain Split?

No post detalhado, Lopp explica que o limiar de 55% dos mineradores aumenta probabilidade de duas cadeias paralelas sem proteção contra replay. Os nós BIP-110 rejeitam blocos “impuros”, isolando mineradores não alinhados. Em 2017, SegWit evitou um UASF real via sinalização dos mineradores; aqui, zero pools sinalizam suporte.

F2Pool (10% hashrate) declarou oposição explícita. Mineradores perdem fees com restrições, sem incentivo racional. Lopp compara a histórico de spams: mercado de block space já mitiga via fees altas; dados extras custam pouco (~R$1-20/ano em disco).

Riscos incluem congelamento de UTXOs Taproot, dano à reputação de Bitcoin como permissionless e slippery slope para mais censuras.

Falta de Consenso e Suporte Econômico

Apenas ~20% dos nós rodam Knots sinalizando BIP-110, mas Lopp desmascara como um ataque Sybil: o Tor facilita criação barata de nós falsos sem skin-in-the-game. Sem exchanges ou wallets grandes comprometidos, fork minoritário morre por liquidez zero — as coinbases demoram 50 dias para serem spendable a 1% hashrate.

Mercado predyx dá 98% chance de falha. Lopp oferece apostas públicas: nenhum aceita, provando falta de convicção econômica. Proposta ignora governança descentralizada: mudanças precisam buy-in amplo, não contagem de nós.

Bitcoin resiste spams há 15 anos; foco deve ser em demanda sustentável de block space para fees pós-halving.

Implicações para holders brasileiros

Chain split significa BTC duplicado inicialmente, mas risco double-spend paralisa saques. Monitore block explorers para chain dominante (mais PoW). Dólar a R$ 5,15 agrava volatilidade. Evite pânico: jogo teórico favorece status quo.

Vale acompanhar commits GitHub e hashrate. Inovação como BitVM precisa flexibilidade Taproot; BIP-110 trava futuro. Bitcoin prevalece por resiliência, não pureza ideológica.


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⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.

Filtro cristalino hexagonal purificando fluxo dourado de dados em rede digital, simbolizando proposta BIP-110 para Bitcoin puro

Bitcoin ‘Puro’: Entenda a Proposta BIP-110 Para Limitar Dados na Rede

Imagine o Bitcoin como um livro-caixa gigante, onde só deveriam ser registradas transações de dinheiro, mas ultimamente tem gente enchendo as páginas com fotos, vídeos e arquivos de NFTs e tokens como Ordinals. É aí que entra o BIP-110, uma proposta da implementação Bitcoin Knots para um ‘soft fork’ temporário de um ano. O objetivo? Limitar esses dados não monetários e deixar a rede mais leve e focada no que o Bitcoin faz de melhor: ser dinheiro digital. Essa ideia, anunciada recentemente, reacende debates sobre o futuro do protocolo.


O que é um BIP, afinal?

Em outras palavras, BIP significa Bitcoin Improvement Proposal, ou Proposta de Melhoria do Bitcoin. Pense assim: é como uma sugestão formal de mudança no código do Bitcoin, escrita por qualquer um da comunidade, mas que precisa de apoio amplo para virar realidade. Não é lei, mas um documento que explica o problema, a solução e como implementar.

Os BIPs são numerados, como o famoso BIP-39 para carteiras ou BIP-340 para assinaturas Schnorr. O BIP-110, chamado ‘Reduced Data Temporary Softfork’, vem do time do Bitcoin Knots — uma versão alternativa do software Bitcoin Core, mantida por desenvolvedores como Luke Dashjr. Eles querem ‘limpar’ a blockchain de spam, que explodiu com Ordinals em 2023 e 2024, elevando as taxas de transação.

Isso significa que, para iniciantes, um BIP é o jeito democrático de evoluir o Bitcoin: todo mundo lê, discute e, se consensual, adota. Mas nem sempre há acordo, como veremos.

O que o BIP-110 propõe na prática?

A proposta introduz regras mais rígidas por apenas um ano. Por exemplo, limita o tamanho dos scripts de saída das transações a 34 bytes — exceto para OP_RETURN, que pode ir até 83 bytes para dados mínimos. Dados via PUSHDATA ou em assinaturas Taproot ficam capped em 256 bytes, e alguns scripts não padrão viram inválidos.

Pense no Bitcoin como uma rua movimentada: antes, caminhões de ‘fotos e arquivos’ (Ordinals, Runes, memecoins) passavam livremente, entupindo o tráfego e cobrando pedágio alto (taxas). O BIP-110 é como placas de ‘apenas carros leves’ por 12 meses, para aliviar o congestionamento e priorizar transferências de satoshis.

É temporário para testar sem compromisso eterno, mas já gera polêmica por reverter limites antigos removidos pelo Bitcoin Core.

Por que isso divide a comunidade Bitcoin?

Aqui entra o coração do debate. Um lado, liderado pelo Bitcoin Core, defende a neutralidade: o protocolo não deve censurar usos, mesmo se ‘spam’. Dados não monetários sempre existiram, via Stamps ou transações mineradas diretamente, e proibi-los poderia quebrar a essência ‘sem permissão’ do Bitcoin.

Do outro, Bitcoin Knots argumenta que o Bitcoin é para dinheiro peer-to-peer, não para armazenamento de arquivos. Com taxas altas por Ordinals, nós comuns sofrem para validar blocos, centralizando o poder nos mineradores ricos.

Em resumo, é viés purista versus pragmatismo. Muitos no Core admitem que é ‘poluição’, mas preferem soluções como taxas de mercado ou layer 2 para dados.

Como ativar e quais os riscos?

O BIP-110 pode rolar de duas formas. Primeiro, Miner Activated Soft Fork (MASF): se 55% dos blocos em 2.016 blocos sinalizarem apoio antes de setembro de 2026, ativa. Segundo, User Activated Soft Fork (UASF), como na ‘blocksize war’ de 2017: nós usuários impõem as regras, rejeitando blocos inválidos.

Hoje, só 2,4% dos nós rodam com ele. Risco? UASF sem mineradores pode desyncar a rede; com eles, mas minoria, risco de hard fork e split da chain. Para você, leitor, vale monitorar: mudanças assim afetam taxas e usabilidade do Bitcoin no dia a dia.

Esse debate empodera a comunidade — sua voz, via nó ou sinal, conta!


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