Parlamentares americanos intensificam a resistência às Moedas Digitais de Bancos Centrais (CBDCs), propondo banimento permanente do dólar digital. O senador Ted Cruz apresentou emenda à Lei de Habitação para eliminar a proibição temporária até 2030, citando riscos à privacidade. Ao mesmo tempo, um economista sul-africano alerta para o potencial autoritário dessas moedas programáveis, reacendendo o debate global sobre controle estatal versus liberdade financeira. Isso reforça o Bitcoin como refúgio de dinheiro soberano.
Emenda de Cruz no Congresso Americano
O senador republicano Ted Cruz, do Texas, protocolou emenda à 21st Century ROAD to Housing Act, visando proibir indefinidamente o desenvolvimento de CBDC pelo Federal Reserve. A proposta substitui uma cláusula bipartidista de proibição até 31 de dezembro de 2030, inserida no projeto de lei habitacional. Segundo fontes próximas, Cruz planeja votar a emenda na próxima semana, alinhando-se ao seu Anti-CBDC Surveillance State Act de 2025.
A congressista Anna Paulina Luna reforça a posição, alertando que uma proibição temporária permitiria “controle total governamental”. Críticos argumentam que CBDCs facilitariam vigilância financeira inconstitucional, rastreando gastos e impondo restrições. Mais de 100 bancos centrais globais exploram o tema, mas apenas 11 implementaram versões funcionais.
Legisladores Exigem Bloqueio Permanente
Em carta aberta ao presidente da Câmara Mike Johnson e líder do Senado John Thune, o congressista Michael Cloud e 28 colegas classificam a CBDC como ‘inerentemente anti-americana’. Eles criticam a emenda ao Federal Reserve Act por permitir estudos futuros e demandam restauração do HR 1919, aprovado na Câmara em julho de 2025.
A missiva enfatiza violações às liberdades civis, com o Fed ganhando poder inédito sobre finanças pessoais. Projetos como o No CBDC Act (S 464), de Mike Lee, também patinam no Congresso, refletindo divisão partidária em meio a pressões por inclusão financeira e eficiência transacional defendidas por proponentes.
Alerta Sul-Africano sobre Controle Autoritário
No hemisfério sul, o economista Dawie Roodt adverte que CBDCs programáveis habilitam abusos governamentais. Autoridades poderiam depreciar saldos em carteiras digitais, restringir compras ou confiscar fundos, com todas transações visíveis. Apesar de salvaguardas potenciais, o risco persiste em regimes autoritários.
Roodt contrasta com stablecoins privadas, “antídoto natural”, como ZARP e ZARU no rand sul-africano. O Banco Central da África do Sul (SARB) pesquisa CBDCs desde 2021 via projetos como Khokha 2x, mas enfrenta competição de stablecoins dolarizadas de baixo custo.
Bitcoin como Alternativa Global de Liberdade
Esses movimentos nos EUA e África do Sul inserem-se em tendência global de ceticismo regulatório. Enquanto governos avançam em CBDCs para eficiência, receios de vigilância impulsionam adoção de Bitcoin, descentralizado e resistente a censura. Para investidores brasileiros, decisões em Washington e Pretória impactam portfólios, reforçando a narrativa de BTC como reserva de valor soberana em era de moedas estatais controladas. Vale monitorar votações no Senado americano e avanços do SARB.
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